quinta-feira, 9 de setembro de 2021

ORGANIZANDO E ARTICULANDO UM TEXTO

    Texto para a aula de Sexta-feira, dia 10/09/2021, sobre a organização e articulação em textos:
(Texto de Grażyna Stasińska
Observatório de París - França.
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/2175-7941.2010v27nespp672/17201 ).

POR QUE AS ESTRELAS SÃO IMPORTANTES PARA NÓS?


        Desde o mais longínquo passado, os homens contemplam as estrelas. Representações de constelações foram encontradas em sítios pré-históricos na França e na Espanha (Baudoin 1916, Rappenglück 1996, 2000),                seja uma tarefa reconhecidamente difícil ler a arte em rochas (Le Quellec 2008) e a nossa interpretação possa estar errada. Não restam dúvidas,                , quando o esboço de uma constelação é acompanhado de explicações escritas como, por exemplo, no Atlas Estelar de Dunhuang, que data do século VII, do qual se mostra uma página na Fig. 1.

                        , não é surpreendente que os homens tenham-se fascinado pelos céus. Todos nós experimentamos esse entusiasmo de nos sentirmos parte do cosmos quando olhamos um céu estrelado. Os padrões imutáveis desenhados pelas estrelas e a sua aparição regular no céu ao longo do ano,                                os fenômenos sempre em mutação da Terra, constituíram tanto um refúgio quanto uma referência para os seres humanos. Os padrões atribuídos às estrelas mais brilhantes visíveis no céu são,              , fruto da imaginação humana.                              o significado mitológico,                                a maneira com que as linhas imaginárias são desenhadas entre as estrelas podem diferir de uma cultura para outra.                             , a constelação conhecida como Órion no mundo ocidental desde a Grécia antiga é mostrada na Fig. 2, na versão oficial da União Astronômica Internacional. O mito associado a ela pode ser visto na Fig. 3, como representada por Hevelius no seu magnífico atlas do céu. Este é o belo e alto caçador Órion, já mencionado no Almagest de Ptolomeu.               , outras culturas criaram figuras diferentes ao redor das três estrelas do cinto de Órion.                , para os Yolngu, povo aborígene da Austrália, as três estrelas representam três irmãos que foram pescar em uma canoa (cuja proa é a estrela Betelgeuse e a popa é a estrela Rigel). Um deles comeu um peixe que era proibido (as estrelas delineando o punhal de Órion) e                 a canoa foi levada ao céu (ver Fig. 4).                                           , para os índios Tupinambá da Amazônia, essas três estrelas pertenciam à constelação do Homem Velho. A lenda conta que o Homem Velho foi morto por sua mulher, que estava apaixonada pelo irmão dele, tendo uma perna cortada por ela. Os deuses compadeceram-se do Homem Velho e levaram-no aos céus.                               , ele lá permaneceu, ocupando uma vasta porção do céu, com as Híades formando a sua cabeça e linha entre π5 Orionis e β Orionis a sua bengala (ver Fig. 5).

        As estrelas,                 estarem na origem de mitos e lendas, eram pontos de referência no calendário.                , a aparição de Órion no céu marcava o início da estação chuvosa para os índios da Amazônia, enquanto para os Kuwema da Austrália ela indicava a estação quando os dingos começavam a procriar, gerando filhotes que representavam uma fonte importante de subsistência para esse povo. Poderiam-se citar dezenas de exemplos que mostram quanto as estrelas foram importantes para os homens desde tempos primitivos.

        Há,                , um outro aspecto que apareceu apenas com o desenvolvimento da Astrofísica. A Astrofísica é o ramo da astronomia que estuda a natureza e evolução das estrelas e corpos celestes. Ela teve início quando as pessoas foram capazes de analisar a luz das estrelas, decompondo-a através de um prisma em seu espectro contínuo em comprimentos de onda, do vermelho ao violeta. O espetro de estrelas – e,                               , do Sol – mostrava linhas escuras estreitas, que indicavam a presença de elementos químicos distintos. Esses elementos eram os mesmos encontrados na Terra. Uma ilustre exceção é o caso do hélio, que foi primeiro encontrado na atmosfera do Sol e somente depois na Terra. Nas primeiras décadas do século XX, astrofísicos foram capazes de determinar a composição química exata das atmosferas estelares. O primeiro trabalho quantitativo e abrangente devotado a isso foi a tese de doutorado de Cecilia Payne (ver Fig. 6) intitulada “Stellar Atmospheres” (“Atmosferas Estelares”) e publicada em 1925.

                                      , astrofísicos começaram a montar o quebra-cabeças para responder à pergunta que intrigava astrônomos e filósofos desde os tempos mais remotos: como as estrelas brilham? (ver Fig. 7 para a interpretação de Anaximandro, um filósofo grego pré-socrático do século VI a.C.). No seu artigo “The internal constitution of stars” (“A composição interna das estrelas”), publicado em 1920, Arthur Eddington (Fig. 8) explicou que as estrelas tendem a colapsar devido à sua própria gravidade, até que a sua temperatura central atinja um ponto no qual a fonte interna de energia é ligada. Que tal fonte de energia devesse existir era indicado pelo fato de encontrarem-se rochas na Terra com idades de bilhões de anos,                a contração gravitacional do Sol devesse levá-lo ao colapso em poucos milhões de anos. Arthur Eddington sugeriu que essa energia poderia ser produzida pela fusão de hidrogênio em hélio.                               , foram necessárias mais algumas décadas para identificar o mecanismo nuclear apropriado.

        Em 1931, Robert D’Escourt Atkinson propôs um cenário no qual a produção de energia estelar e a origem dos elementos estavam intimamente combinados: “os vários elementos químicos são formados passo a passo no interior das estrelas a partir dos mais leves, pela incorporação sucessiva de prótons e elétrons, um a um”. Ele                 notou que o hélio escapa de tal explicação e deve ser de fato produzido em outro lugar no Universo. A resposta correta para o problema do hélio foi dada por George Gamow (Fig. 9) e seu estudante Alpher em 1948, que mostraram que o hélio (e o hidrogênio) eram sintetizados antes das estrelas nascerem, alguns minutos depois do Big Bang.                               , Hans Bethe e Edwin Salpeter haviam identificado os processos pelo qual o hélio é produzido a partir do hidrogênio nas regiões centrais das estrelas, e pelas quais o carbono é produzido a partir do hélio em um estágio posterior da evolução estelar. Um teoria completa da síntese dos elementos em estrelas foi publicada em 1957 por Margaret Burbidge, Geoffrey Burbidge, William Fowler e Fred Hoyle (Fig. 10). Ela descrevia em detalhes os processos de formação de todos os elementos do hélio ao chumbo (e isso inclui nitrogênio, oxigênio, cálcio, ferro, prata e ouro).

        Já se sabia,                , que as estrelas terminam suas vidas ou expulsando suavemente suas atmosferas e dando origem às belas nebulosas planetárias como a vista na Fig. 11, ou, no caso das de maior massa, explodindo em supernovas, como a vista a olho nu em 1054 por astrônomos Chineses e cujos filamentos ainda podem ser observados hoje com telescópios (Fig. 12). Em ambos os casos, a morte de estrelas libera elementos recém-sintetizados, gradualmente enriquecendo a matéria interestelar da qual novas gerações de estrelas irão se formar, junto com seus planetas circundantes.

                       , em apenas algumas décadas, os cientistas puderam resolver a questão fundamental da origem dos elementos. Esse é um dos mais belos trabalhos da astronomia moderna.                 nós sabemos que as estrelas são bem mais importantes para nós do que poderiam imaginar as antigas civilizações.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

PARA QUINTA-FEIRA, AULA SOBRE ACENTUAÇÃO GRÁFICA.

ACENTUAÇÃO GRÁFICA 

 

Para que possamos entender as regras de acentuação gráfica, primeiro precisamos definir o que é SÍLABA TÔNICAE, com o intuito de fixar isso na ideia de todos vocês, utilizarei os animais como representação para cada sílaba.  

É sabido de todos que a maioria dos cães correm atrás dos gatos, que correm atrás dos ratos que, por sua vez, corre atrás do queijo. Pelo menos foi assim que nos ensinaram quando criança certo? Entãopartindo desse pressuposto, imaginem que as palavras café, caráter e cárcere sejam todas representadas da seguinte forma: 

CAFÉ = CA + FÉ 

CA= GATO; FÉ= CÃO. 

CARÁTER= CA + RÁ + TER 

CA= GATO; RÁ= CÃO; TER= RATO. 

CÁRCERE= CÁR + CE + RE 

CÁR= CÃO; CE= GATO; RE= RATO. 

 

PARA SEXTA-FEIRA, SEGUNDA AULA SOBRE COESÃO SEQUENCIAL.

COESÃO SEQUENCIAL

 Diferente da coesão referencial, que será o tema da próxima aula, a coesão sequencial não se refere a termos específicos do texto, mas conecta as ideias de uma oração, período, frase ou parágrafo com outros, pois se trata de uma conexão. 

Veja, abaixo, os tipos de coesão sequencial que existem: 


1- Relação de causalidade ou de explicação: porque; uma vez que; visto que; já que; dado que; como; pois; (...). 


2- Relação de condicionalidade: se; caso; desde que; contanto que; a menos que; sem que; salvo se; exceto se; a não ser que; em caso de; (...). 


3- Relação de temporalidade: quando; enquanto; mal; logo que; antes que; depois que; assim que; sempre que; até que; todas as vezes que; cada vez que; à medida que; à proporção que; (...). 


4) Relação de finalidade – para, para que, a fim de, a fim de que, etc. 


5) Relação de alternância – ou; ou...ou; ora...ora; seja..seja; quer...quer; etc. 


6) Relação de conformidade – conforme; consoante; segundo; como; de acordo com; (...). 

7) Relação de adição – e; também; ainda; não só...mas também; além de; nem; nem...nem; além do mais; ademais; (...). 


8) Relação de oposição – mas; porém; contudo; entretanto; no entanto / embora; se bem que; ainda que; apesar de; (...). 


9) Relação de conclusão – logo; portanto; pois; por conseguinte; então; assim; (...).


10) Relação de comparação – como; feito, mais..do que; menos...do que; tanto...quanto; tal como; tal qual; (...).