Signo
O signo
linguístico é
um elemento representativo que apresenta dois aspectos:
o significado e
o significante.
Ao
escutar a palavra cachorro,
reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. Esses sons
se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória.
Essa lembrança constitui uma real imagem sonora, armazenada em nosso
cérebro que é o significante
do
signo cachorro.
Quando
escutamos essa palavra, logo pensamos em um animal irracional de
quatro patas, com pelos, olhos, orelhas, etc. Esse conceito que nos
vem à mente é o significado
do
signo cachorro
e
também se encontra armazenado em nossa memória.
Ao
empregar os signos que formam a nossa língua, devemos obedecer às
regras gramaticais convencionadas pela própria língua. Desse modo,
por exemplo, é possível colocar o artigo indefinido um
diante
do signo cachorro,
formando a sequência um
cachorro,
o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo uma
diante
do signo cachorro.
A
sequência “uma
cachorro” contraria
uma regra de concordância da língua portuguesa, o que faz com que
essa sentença seja rejeitada. Os signos que constituem a língua
obedecem a padrões determinados de organização. O conhecimento de
uma língua engloba tanto a identificação de seus signos, como
também o uso adequado de suas regras combinatórias.
signo
= significado (é o conceito, a ideia
transmitida pelo signo, a parte abstrata do signo) + significante (é
a imagem sonora, a forma, a parte concreta do signo, suas letras e
seus fonemas)
Língua:
conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras
gramaticais.
Signo:
elemento representativo que possui duas partes indissolúveis:
significado e significante.
Fala:
uso individual da língua, aberto à criatividade e ao
desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão.
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