quarta-feira, 23 de junho de 2021
Movimentos Argumentativos. Aula de número nove.
segunda-feira, 14 de junho de 2021
ADVÉRBIOS, PARTE II...
Advérbio de modo
Indica a maneira como a ação dos verbos foi executada. Alguns advérbios de modo são “rápido”, “devagar”, “bem”, “mal”, entre outros com o sufixo “-mente”.
Exemplos:
Eu terminava depressa os meus deveres.
Nós estamos indo bem na competição.
Ouvia pacientemente as queixas dela.
→ Advérbio de intensidade
Caracteriza a intensidade da ação verbal ou da qualidade do adjetivo (ou mesmo de outros advérbios). Alguns advérbios de intensidade são: “muito”, “pouco”, “bastante”, “demais”, “tanto” e “tão”.
Exemplos:
Ele falava pouco.
Eles formam um casal tão bonito!
Nossas amigas arrumam-se muito depressa.
→ Advérbio de afirmação
Reforça o sentido de afirmação. Alguns advérbios de afirmação são “sim”, “decerto” e palavras afirmativas com o sufixo -mente (“certamente”, “realmente”, entre outras). Algumas palavras, como “claro” e “positivo”, podem ser classificadas como advérbio dependendo do contexto, mas é necessário atenção aos casos.
Exemplos:
Eu vou, sim.
Decerto passaram por aqui.
Claro que entendemos!
→ Advérbio de negação
Reforça o sentido de negação. Alguns advérbios de negação são “não” e “nem”. Em contextos específicos, palavras como “negativo”, “nenhum”, “nunca”, “jamais”, entre outras, podem ser classificadas como advérbio de negação, mas é necessário atenção aos casos.
Exemplos:
Eu nem vi isso passar.
Não aceitamos mais isso.
Ela não ficou nada satisfeita.
→ Advérbio de dúvida
Enfatiza o sentido de dúvida. Alguns advérbios de dúvida são: “talvez”, “quiçá”, “porventura” e palavras que expressem dúvida acrescidas do sufixo -mente, como “possivelmente” e “provavelmente”.
Exemplos:
Quiçá chova hoje.
Nós talvez venhamos à sua festa.
Possivelmente teremos os recibos até amanhã.
Advérbios interrogativos
Advérbios interrogativos são aqueles que iniciam uma pergunta. Há quatro tipos de advérbios interrogativos.
Advérbio interrogativo de lugar: “Onde eles moram?”
Advérbio interrogativo de tempo: “Quando poderemos nos ver?”
Advérbio interrogativo de modo: “Como você está?”
Advérbio interrogativo de causa: “Por que não me pediu ajuda?”
Grau dos advérbios
Alguns advérbios são variáveis em grau, podendo variar na intensidade. Essa variação pode ser de: maneira comparativa ou superlativa.
Comparativo
O advérbio aparece em uma relação de igualdade, superioridade ou inferioridade entre dois ou mais elementos.
- Igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
Nós corremos tão rápido quanto eles.
Ela se veste tão bem quanto ele.
- Superioridade: mais + advérbio + (do) que
Nós corremos mais rápido do que eles.
Ela se veste melhor do que ele.
- Inferioridade: menos + advérbio + (do) que
Nós corremos menos rápido do que eles.
Ela se veste pior do que ele.
No caso dos Advérbios "bem" e "mal", de acordo com o contexto, utilizamos a forma “melhor” ou “pior”.
segunda-feira, 7 de junho de 2021
ADVÉRBIOS...
PARTE I
Os advérbios qualificam os verbos e intensificam o sentido dos adjetivos e de outros advérbios. Eles podem ser classificados como advérbio de:
lugar
tempo
modo
intensidade
afirmação
negação
dúvida
Os advérbios flexionam em dois graus: analítico e/ou sintético.
O que é advérbio?
É a classe de palavras que acompanha verbos, adjetivos ou outros advérbios, acrescentando-lhes características ou intensificando o seu sentido.
Classificação dos advérbios
A classe dos advérbios é extensa, havendo algumas classificações de acordo com o sentido do advérbio.
Advérbio de lugar
Ajuda a caracterizar o lugar ao qual o verbo refere-se por meio da noção de posição e direção. Alguns advérbios de lugar são perto, longe, dentro, fora, aqui, ali, lá e atrás.
Exemplos:
Estamos perto da casa de nossos pais.
Demorou, mas chegou longe!
Por que não ficamos aqui?
Advérbio de tempo
Dá noção temporal, período de tempo, aos verbos. Alguns advérbios de tempo são: hoje; já; afinal; logo; agora; amanhã; amiúde; antes; depois; ontem; sempre; nunca; cedo; tarde; imediatamente; antigamente; provisoriamente; sucessivamente; constantemente; (...).
Exemplos:
- Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
- Sempre estamos juntos.
Exemplos:
Cedo ou tarde, atingiremos nossos objetivos.
Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
Sempre que precisar de algo, basta chamar-me.
Sempre estamos juntos.
Preciso ir, depois nos falamos.
Advérbio de modo... PARTE II
quarta-feira, 25 de março de 2020
OITAVO ANO B / PERÍODO MANHÃ / AMADEU (Do dia 25/03 ao dia 01/04)
Signo
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
OITAVO ANO B / PERÍODO MANHÃ / AMADEU (Do dia 27/02 ao dia 04/03)
⦁ Podemos perceber a diferença entre os dois textos anteriormente apresentados.
- O primeiro, “Mar Português”, é um poema que tem o objetivo de contar a história das navegações portuguesas de uma maneira poética.
- Já o segundo é uma reportagem sobre o consumo de drogas. Nele encontramos dados estatísticos, informações e argumentos sobre um tema específico.
- O primeiro texto não apresenta um interlocutor específico, ou seja, qualquer pessoa que se interesse pela leitura do texto poderia lê-lo.
- Já o segundo, é destinado aos possíveis leitores do jornal impresso ou aos internautas que acessem sua versão on line. Chama atenção de um público jovem ou pessoas que convivem diretamente com eles, bem como pessoas que já se envolveram com algum tipo de droga.
- Concluímos, portanto, que os mais variados textos podem apresentar propósitos comunicativos e diferentes funções.
As funções e propósitos comunicativos de um texto variam de acordo com o público alvo, as intenções do escritor, contexto e principalmente da interação.
Teoria da comunicação (funções da linguagem)
Se entendemos que a linguagem é um instrumento de comunicação, o processo comunicativo seguirá o seguinte esquema:
Canal Código
EMISSOR ⇒⇒⇒⇒ MENSAGEM ⇒⇒⇒⇒ RECEPTOR
Teoria da comunicação (funções da linguagem)
Segundo a teoria da comunicação, toda mensagem tem uma finalidade predominante que pode ser a transmissão de informação (ênfase no contexto), o estabelecimento puro e simples de uma relação comunicativa (ênfase no canal), a expressão de emoções (ênfase no remetente) e assim por diante. O conjunto dessas finalidades tem sido entendido sob o rótulo geral de funções da linguagem.
1) Função referencial ou denotativa (ênfase no contexto): quando o objetivo da mensagem é a transmissão de informação da realidade ou elemento a ser designado.
EX.: A segurança da internet foi o tema principal do 23° Congresso de Segurança Computacional, realizado em novembro do ano passado, nos Estados Unidos, pela Cumpurter Secuuriity Institute (CSI), uma entidade criada em 1974, que tem forte atuação internacional na área de treinamento e organização de feiras e congressos.
Brasilian times
2) Função emotiva ou expressiva (ênfase no remetente): quando o objetivo da mensagem é a expressão das emoções, atitudes, estados de espírito do emissor com relação ao que fala.
Ex.: Soneto de Fidelidade (Vinicius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
3) Função conativa ou apelativa (ênfase no destinatário): quando o objetivo da mensagem é persuadir o destinatário, influenciando em seu comportamento. A linguagem da propaganda é, nesse sentido, a expressão típica da função conotativa.
⦁ As expressões linguísticas com vocativos e formas verbais no imperativo também exemplificam essa função. Observe o exemplo abaixo:
EX.: Compre Batom!! Compre Batom!!
4) Função fática (ênfase no contato): quando o objetivo da mensagem é simplesmente o de estabelecer ou manter a comunicação, o contato entre o emissor e o receptor. Observe o exemplo do uso da função fática no diálogo travado entre duas pessoas. Repare que, na conversa com os amigos que se reencontram, nada é realmente dito.
Juca: Romeu, há quanto tempo.
Romeu: Juca!
Juca: E aí... cinco anos, hem? O que tem feito?
Romeu: Ih! Tanta coisa ... e você?
Juca: também
Romeu: precisamos marcar uma cerveja , aí...
Juca: isso!
Romeu: bom encontrar os amigos... A gente fica sabendo de tanta coisa...
5) Função poética (ênfase na mensagem): quando o objetivo da mensagem é explicar um trabalho de elaboração feito sobre a própria forma de linguagem. É quando o trabalho com os signos colaboram para o efeito de sentido na construção do texto. Nos poemas, é muito frequente a manifestação da função poética da linguagem, mas ela pode também se manifestar nos jogos de linguagem, nas propagandas, e mesmo em textos em prosa, das chamadas aliterações e assonâncias.
EPITÁFIO PARA UM BANQUEIRO
n e g ó c i o
e g o
ó c i o
c i o
o
6) Função metalinguística (ênfase no código): quando o objetivo da mensagem é falar sobre a própria língua. Um exemplo evidente da função metalinguística é o trecho seguinte, extraído de uma gramática da língua portuguesa:
EX.: As palavras que, num sujeito ou noutras funções sintática (...) podem ser o seu nome principal, são nomes substantivos, ou, simplesmente, substantivos; já as que servem de adjunto de um substantivo são os nomes adjetivos, ou, simplesmente, adjetivos. A.G. Kury. Português básico
⦁ É importante destacar que, segundo essa teoria, um texto pode apresentar mais de uma dessas classificações, sendo que uma delas predomina.
Imaginemos a seguinte situação:
Você está na escola e se aproxima de um(a) colega que está tomando sorvete e diz:
- Que calor!!
Em sua opinião, qual função de linguagem predomina nessa situação?
Respostas
1. Função referencial: se você estiver realmente falando sobre a temperatura local.
2. Função conativa: se você está tentando convencer seu colega a lhe dar um pouco de sorvete.
3. Função fática: se você está tentando estabelecer apenas uma simples comunicação, sem outras intenções.
4. Função emotiva: caso você esteja expressando sua agonia em relação à temperatura.
⦁ A linguagem não é um simples instrumento de comunicação, pois se assim fosse todos interpretaríamos os textos lidos da mesma maneira e entenderíamos uma conversa ou um simples programa de TV de forma semelhante.
⦁ Na verdade, a linguagem é uma forma de interação, o lugar onde se constrói o sentido. O sentido é construído no momento da interação social entre os usuários da língua.
1. Qual o objetivo principal do texto? O que se pretende com esse texto?
2. A quem ele se dirige (leitor pretendido)?
3. Qual a função de linguagem que prevalece no texto? Justifique sua resposta.
4. Que outras funções de linguagem podemos identificar no texto? Justifique sua resposta.