quarta-feira, 23 de junho de 2021

Movimentos Argumentativos. Aula de número nove.

Título da Aula: Movimentos Argumentativos

FinalidadeReconhecer a importância do uso adequado dos movimentos de argumentação, bem como o emprego dos modalizadores adequados para que se consiga concretizar uma argumentação eficaz.










SUSTENTAÇÃO -     quando você apresenta seus argumentos.

REFUTAÇÃO - quando você contesta o argumento do seu interlocutor.

CONCESSÃO - quando você considera o argumento do outro para enfraquecê-lo e fortalecer o seu ponto de vista.



Um deputado federal atua diretamente na aplicação de recursos do país. Cada deputado federal tem R$: 14,5 milhões para destinar à sua região. Eleger um deputado federal daqui, é garantir MAIS: segurança, saúde, obras, desenvolvimento, educação, cultura e emprego!



segunda-feira, 14 de junho de 2021

 

ADVÉRBIOS, PARTE II...

Advérbio de modo

Indica a maneira como a ação dos verbos foi executada. Alguns advérbios de modo são “rápido”, “devagar”, “bem”, “mal”, entre outros com o sufixo “-mente”.

Exemplos:

  • Eu terminava depressa os meus deveres.

  • Nós estamos indo bem na competição.

  • Ouvia pacientemente as queixas dela.

→ Advérbio de intensidade

Caracteriza a intensidade da ação verbal ou da qualidade do adjetivo (ou mesmo de outros advérbios). Alguns advérbios de intensidade são: “muito”, “pouco”, “bastante”, “demais”, “tanto” e “tão”.

Exemplos:

  • Ele falava pouco.

  • Eles formam um casal tão bonito!

  • Nossas amigas arrumam-se muito depressa.

→ Advérbio de afirmação

Reforça o sentido de afirmação. Alguns advérbios de afirmação são “sim”, “decerto” e palavras afirmativas com o sufixo -mente (“certamente”, “realmente”, entre outras). Algumas palavras, como “claro” e “positivo”, podem ser classificadas como advérbio dependendo do contexto, mas é necessário atenção aos casos.

Exemplos:

  • Eu vou, sim.

  • Decerto passaram por aqui.

  • Claro que entendemos!

→ Advérbio de negação

Reforça o sentido de negação. Alguns advérbios de negação são “não” e “nem”. Em contextos específicos, palavras como “negativo”, “nenhum”, “nunca”, “jamais”, entre outras, podem ser classificadas como advérbio de negação, mas é necessário atenção aos casos.

Exemplos:

  • Eu nem vi isso passar.

  • Não aceitamos mais isso.

  • Ela não ficou nada satisfeita.

→ Advérbio de dúvida

Enfatiza o sentido de dúvida. Alguns advérbios de dúvida são: “talvez”, “quiçá”, “porventura” e palavras que expressem dúvida acrescidas do sufixo -mente, como “possivelmente” e “provavelmente”.

Exemplos:

  • Quiçá chova hoje.

  • Nós talvez venhamos à sua festa.

  • Possivelmente teremos os recibos até amanhã.


Advérbios interrogativos

Advérbios interrogativos são aqueles que iniciam uma pergunta. Há quatro tipos de advérbios interrogativos.

  • Advérbio interrogativo de lugar: “Onde eles moram?”

  • Advérbio interrogativo de tempo: “Quando poderemos nos ver?”

  • Advérbio interrogativo de modo: “Como você está?”

  • Advérbio interrogativo de causa: “Por que não me pediu ajuda?”

Grau dos advérbios

Alguns advérbios são variáveis em grau, podendo variar na intensidade. Essa variação pode ser de: maneira comparativa ou superlativa.

  • Comparativo

O advérbio aparece em uma relação de igualdade, superioridade ou inferioridade entre dois ou mais elementos.

- Igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto

Nós corremos tão rápido quanto eles.
Ela se veste tão bem quanto ele.

- Superioridade: mais + advérbio + (do) que

Nós corremos mais rápido do que eles.
Ela se veste melhor do que ele.

- Inferioridade: menos + advérbio + (do) que

Nós corremos menos rápido do que eles.
Ela se veste pior do que ele.

No caso dos Advérbios "bem" e "mal", de acordo com o contexto,  utilizamos a forma “melhor” ou “pior”.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

ADVÉRBIOS...

PARTE I


Os advérbios qualificam os verbos e intensificam o sentido dos adjetivos e de outros advérbios. Eles podem ser classificados como advérbio de:

  • lugar

  • tempo

  • modo

  • intensidade

  • afirmação

  • negação

  • dúvida

Os advérbios flexionam em dois graus: analítico e/ou sintético.

O que é advérbio?

É a classe de palavras  que acompanha verbos, adjetivos ou outros advérbios, acrescentando-lhes características ou intensificando o seu sentido.

Classificação dos advérbios

A classe dos advérbios é extensa, havendo algumas classificações de acordo com o sentido do advérbio.

                        Advérbio de lugar

Ajuda a caracterizar o lugar ao qual o verbo refere-se por meio da noção de posição e direção. Alguns advérbios de lugar são perto, longe, dentro, fora, aqui, ali, lá e atrás.

Exemplos:

  • Estamos perto da casa de nossos pais. 

  • Demorou, mas chegou longe!

  • Por que não ficamos aqui?



                    Advérbio de tempo

Dá noção temporal, período de tempo, aos verbos. Alguns advérbios de tempo são: hoje; já; afinal; logo; agora; amanhã; amiúde; antes; depois; ontem; sempre; nunca; cedo; tarde; imediatamente; antigamente; provisoriamente; sucessivamente; constantemente; (...).

Exemplos:

  • Ontem estivemos numa reunião de trabalho.
  • Sempre estamos juntos.

Exemplos:

  • Cedo ou tardeatingiremos nossos objetivos.

  • Ontem estivemos numa reunião de trabalho.

  • Sempre que precisar de algo, basta chamar-me.

  • Sempre estamos juntos.

  • Preciso ir, depois nos falamos.



                    Advérbio de modo... PARTE II


quarta-feira, 25 de março de 2020

OITAVO ANO B / PERÍODO MANHÃ / AMADEU (Do dia 25/03 ao dia 01/04)


Signo

signo linguístico é um elemento representativo que apresenta dois aspectos: o significado e o significante.
Ao escutar a palavra cachorro, reconhecemos a sequência de sons que formam essa palavra. Esses sons se identificam com a lembrança deles que está em nossa memória. Essa lembrança constitui uma real imagem sonora, armazenada em nosso cérebro que é o significante do signo cachorro.
Quando escutamos essa palavra, logo pensamos em um animal irracional de quatro patas, com pelos, olhos, orelhas, etc. Esse conceito que nos vem à mente é o significado do signo cachorro e também se encontra armazenado em nossa memória.
Ao empregar os signos que formam a nossa língua, devemos obedecer às regras gramaticais convencionadas pela própria língua. Desse modo, por exemplo, é possível colocar o artigo indefinido um diante do signo cachorro, formando a sequência um cachorro, o mesmo não seria possível se quiséssemos colocar o artigo uma diante do signo cachorro.
A sequência “uma cachorro” contraria uma regra de concordância da língua portuguesa, o que faz com que essa sentença seja rejeitada. Os signos que constituem a língua obedecem a padrões determinados de organização. O conhecimento de uma língua engloba tanto a identificação de seus signos, como também o uso adequado de suas regras combinatórias.

signo = significado (é o conceito, a ideia transmitida pelo signo, a parte abstrata do signo) + significante (é a imagem sonora, a forma, a parte concreta do signo, suas letras e seus fonemas)

Língua: conjunto de sinais baseado em palavras que obedecem às regras gramaticais.
Signo: elemento representativo que possui duas partes indissolúveis: significado e significante.
Fala: uso individual da língua, aberto à criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de expressão e compreensão.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

OITAVO ANO B / PERÍODO MANHÃ / AMADEU (Do dia 27/02 ao dia 04/03)

Continuação das aulas anteriores...





Podemos perceber a diferença entre os dois textos anteriormente apresentados.

  1. O primeiro, “Mar Português”, é um poema que tem o objetivo de contar a história das navegações portuguesas de uma maneira poética.
  2. Já o segundo é uma reportagem sobre o consumo de drogas. Nele encontramos dados estatísticos, informações e argumentos sobre um tema específico.
  3. O primeiro texto não apresenta um interlocutor específico, ou seja, qualquer pessoa que se interesse pela leitura do texto poderia lê-lo.
  4. Já o segundo, é destinado aos possíveis leitores do jornal impresso ou aos internautas que acessem sua versão on line. Chama atenção de um público jovem ou pessoas que convivem diretamente com eles, bem como pessoas que já se envolveram com algum tipo de droga.
  5. Concluímos, portanto, que os mais variados textos podem apresentar propósitos comunicativos e diferentes funções.

As funções e propósitos comunicativos de um texto variam de acordo com o público alvo, as intenções do escritor, contexto e principalmente da interação.

Teoria da comunicação (funções da linguagem)


Se entendemos que a linguagem é um instrumento de comunicação, o processo comunicativo seguirá o seguinte esquema:


Canal                                                                  Código  

EMISSOR   ⇒⇒⇒⇒ MENSAGEM  ⇒⇒⇒⇒ RECEPTOR
                                      Contexto

Teoria da comunicação (funções da linguagem)


Segundo a teoria da comunicação, toda mensagem tem uma finalidade predominante que pode ser a transmissão de informação (ênfase no contexto), o estabelecimento puro e simples de uma relação comunicativa (ênfase no canal), a expressão de emoções (ênfase no remetente) e assim por diante. O conjunto dessas finalidades tem sido entendido sob o rótulo geral de funções da linguagem.

1) Função referencial ou denotativa (ênfase no contexto): quando o objetivo da mensagem é a transmissão de informação da realidade ou elemento a ser designado.

    EX.:  A segurança da internet foi o tema principal do 23° Congresso de Segurança Computacional, realizado em novembro do ano passado, nos Estados Unidos, pela Cumpurter Secuuriity Institute (CSI), uma entidade criada em 1974, que tem forte atuação internacional na área de treinamento e organização de feiras e congressos.               
      Brasilian times

2)  Função emotiva ou expressiva (ênfase no remetente): quando o objetivo da mensagem é a expressão das emoções, atitudes, estados de espírito do emissor com relação ao que fala.

Ex.: Soneto de Fidelidade  (Vinicius de Moraes)

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

3)  Função conativa ou apelativa (ênfase no destinatário): quando o objetivo da mensagem é persuadir o destinatário, influenciando em seu comportamento. A linguagem da propaganda é, nesse sentido, a expressão típica da função conotativa.

 As expressões linguísticas com vocativos e formas verbais no imperativo também exemplificam essa função. Observe o exemplo abaixo:
      EX.: Compre Batom!! Compre Batom!!

4)  Função fática (ênfase no contato): quando o objetivo da mensagem é simplesmente o de estabelecer ou manter a comunicação, o contato entre o emissor e o receptor. Observe o exemplo do uso da função fática no diálogo travado entre duas pessoas. Repare que, na conversa com os amigos que se reencontram, nada é realmente dito.

      Juca: Romeu, há quanto tempo.
      Romeu: Juca!
      Juca: E aí... cinco anos, hem? O que tem feito?
     Romeu: Ih! Tanta coisa ... e você?
     Juca: também
     Romeu: precisamos marcar uma cerveja , aí...
     Juca: isso!
     Romeu: bom encontrar os amigos... A gente fica sabendo de tanta coisa...

5)  Função poética (ênfase na mensagem): quando o objetivo da mensagem é explicar um trabalho de elaboração feito sobre a própria forma de linguagem. É quando o trabalho com os signos colaboram para o efeito de sentido na construção do texto. Nos poemas, é muito frequente a manifestação da função poética da linguagem, mas ela pode também se manifestar nos jogos de linguagem, nas propagandas, e mesmo em textos em prosa, das chamadas aliterações e assonâncias.

EPITÁFIO PARA UM BANQUEIRO 
n e g ó c i o
e g o
ó c i o
c i o
o


6) Função metalinguística (ênfase no código): quando o objetivo da mensagem é falar sobre  a própria língua. Um exemplo evidente da função metalinguística é o trecho seguinte, extraído de uma gramática da língua portuguesa:

      EX.:  As palavras que, num sujeito ou noutras funções sintática (...) podem ser o seu nome principal, são nomes substantivos, ou, simplesmente, substantivos; já as que servem de adjunto de um substantivo são os nomes adjetivos, ou, simplesmente, adjetivos.      A.G. Kury. Português básico

É importante destacar que, segundo essa teoria, um texto pode apresentar mais de uma dessas classificações, sendo que uma delas predomina.

Imaginemos a seguinte situação:

    Você está na escola e se aproxima de um(a) colega que está tomando sorvete e diz:
     - Que calor!!

Em sua opinião, qual função de linguagem predomina nessa situação?

Respostas
1. Função referencial: se você estiver realmente falando sobre a temperatura local.

2. Função conativa: se você está tentando convencer seu colega a lhe dar um pouco de sorvete.

3. Função fática: se você está tentando estabelecer apenas uma simples comunicação, sem outras intenções.

4. Função emotiva: caso você esteja expressando sua agonia em relação à temperatura.

A linguagem  não é um simples instrumento de comunicação, pois se assim fosse todos interpretaríamos os textos lidos da mesma maneira e entenderíamos uma conversa ou um simples programa de TV de forma semelhante.
Na verdade, a linguagem é uma forma de interação, o lugar onde se constrói o sentido. O sentido é construído no momento da interação social entre os usuários da língua.

ATIVIDADE
Cada grupo analisará um texto e responderá às seguintes perguntas:

1. Qual o objetivo principal do texto? O que se pretende com esse texto?
2. A quem ele se dirige (leitor pretendido)?
3. Qual a função de linguagem que prevalece no texto? Justifique sua resposta.
4. Que outras funções de linguagem podemos identificar no texto? Justifique sua resposta.